TARSIRA RODRIGUES / Folha de Boa Vsta

Em uma coletiva realizada ontem, na sala de reuniões do Palácio do Governo, o governador Anchieta Júnior (PSDB), o embaixador do Brasil em projetos de alta tecnologia, o astronauta Marcos Pontes, e Chakib Jenane, responsável pela área de agronegócios da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), anunciaram, após quatro dias de análises, que Boa Vista é o município escolhido para dar início ao projeto da cidade modelo, a “Eco Cidade”. As autoridades assinaram o Termo de Cooperação Técnica.



O governador Anchieta iniciou a coletiva falando da satisfação que será para Roraima desenvolver pela primeira vez no Brasil este projeto piloto para a construção de uma cidade sustentável e que servirá como modelo para o resto do país.

Ele explicou que o Estado possui características que servirão como base para o desenvolvimento do projeto e que inicialmente envolve programas de alta tecnologia executados pela ONU, no que diz respeito a aspectos básicos, como energia elétrica de qualidade que poderá utilizar fontes alternativas para a geração, saneamento básico funcional e uma nova política de resíduos sólidos.

“Por meio deste projeto, vamos elevar a qualidade de vida em Roraima, pois Boa Vista foi escolhida como ponto de partida. Daqui sairão as alternativas, mas a proposta é que todos os municípios de Roraima sejam contemplados com planos quem envolvem o desenvolvimento. Roraima será um Estado diferente, elevando o que tem de mais positivo e servindo de exemplo para cidades do Brasil e do mundo”, disse o governador.

O astronauta Marcos Pontes exemplificou que este é um projeto que leva em conta vários pontos ligados à sustentabilidade. Segundo ele, serão utilizados sistemas de metodologias aplicadas pelas Nações Unidas. “É um projeto que integra o que há de mais moderno em termos de tecnologia autossustentável. A escolha de Roraima leva em conta as características naturais importantes. A elevação do desenvolvimento do Estado é o objetivo deste projeto. Tudo isso é para ser copiado pelo mundo”, frisou.

Ele explicou ainda que envolve aplicação de tecnologia dentro das cidades, energia, água, transporte, resíduos sólidos, poluição e mobilidade. Esses aspectos serão trabalhados levando em conta a qualidade de vida da população, a geração de empregos e o meio ambiente. “Quando se fala em desenvolvimento, não podemos esquecer do tripé que envolve o social”, complementou.